ORIENTAÇÕES SOBRE RETORNO ÀS ATIVIDADES PRESENCIAIS - 27/07/2020

ORIENTAÇÕES SOBRE RETORNO ÀS ATIVIDADES PRESENCIAIS - 27/07/2020

PARTE 1 – INTRODUÇÃO E CONTEXTO

Irmãos e irmãs de ideal espírita,

Desde 16/03/2020, o CEERJ vem orientando as instituições do nosso estado do Rio de Janeiro sobre o comportamento nestes tempos de pandemia e distanciamento social.

Em um primeiro momento, as autoridades de governo decretaram a suspensão de todas as atividades, por conta do risco de transmissão decorrente da aglomeração natural nas assembleias religiosas e agrupamentos e o CEERJ, como não podia deixar de ser, acompanhou estas determinações, não apenas por conta da aglomeração, mas também porque grande parte de nosso público é composto por maiores de 60 anos de idade e companheiros que possuem doenças ou estados que os colocam em risco de acometimento com maior gravidade pelo “novo coronavírus”. Nesta fase, orientamos o funcionamento virtual dos grupos, com capacitação pela Área de
Comunicação do CEERJ para os CEUs e IEAs, além de documentos enviados pelas áreas de Unificação, Educação Espírita e Relações Externas.

Posteriormente, com o início da flexibilização do distanciamento, sob nosso olhar imprevidente e precoce, tendo em vista o curso da pandemia, e a natural preocupação com alguns companheiros que começavam a adoecer justamente pelo isolamento, desenvolvemos ações da federativa em torno da saúde mental como “Em prece”, “Seguindo com Jesus”, “Promoção da saúde mental em tempos de COVID 19”, “Em tempos de desafios”, “Irradiação virtual Maria de Nazaré”, além de iniciarmos a transmissão da reunião pública de 5ª à noite, pelo youtube e realização de Rodas de Conversa e eventos por acesso remoto, de todas as áreas, destacando-se pela AUNI os encontros
com os CEUs, onde a Diretoria Executiva pode estar mais próxima das regiões e oferecer orientação de perto. Vale destacar que nestes eventos, como no Encontro Estadual de Evangelizadores e nas ações da AREX e ARAE, muitos companheiros de cidades distantes da capital puderam estar conosco, definimos o tema do próximo ENEFE e COMEERJ e nossas equipes estiveram junto com irmãos de
outros estados nas reuniões virtuais da Comissão Regional Sul.

Em relação ao funcionamento das instituições, analisamos documentos elaborados pela FIOCRUZ, pela USP, estudos conduzidos pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, pela UFRJ e tendo em vista o perfil demográfico do IBGE sobre nossa população espírita e optamos por manter a orientação de distanciamento social para as casas espíritas, mantendo a suspensão das atividades presenciais.

Ao longo destes meses, vimos muitas ações desenvolvidas pelos centros espíritas no campo da proteção sociorreligiosa, da evangelização infanto-juvenil, reuniões públicas e encontros, rodas de conversa e diversas estratégias com ou sem acesso remoto planejadas pelos trabalhadores espíritas em todo estado.

Agora, começamos a ver que todo nosso esforço de distanciamento, apesar das milhares de mortes que ocorreram, reduziram, em algum grau, o impacto da curva de casos e óbitos pela COVID 19, mesmo levando em consideração a subnotificação e os casos assintomáticos, e atravessamos, em nível nacional, o platô de doença, e em nível estadual, uma queda, lenta, do surgimento de novos
casos e óbitos. Porém, ainda não estamos livres do risco de contaminação e da gravidade maior para nossos amores de maior idade ou que possuam já alguma outra condição que os deixe mais frágeis frente a um vírus que possui uma ação ainda não totalmente explicada pelos cientistas.

Cremos, com os diversos estudos que acompanhamos na literatura científica nacional e internacional, que um estado de abertura completa, sem medidas restritivas, só será possível quando houver um tratamento eficaz contra o “novo coronavírus” e uma vacina que possua resposta imunológica por prazo consistente.

E o que faremos? Bem, este documento visa apresentar algumas condições em que parte dos trabalhos presenciais poderiam ocorrer, caso a casa espírita deseje reabrir suas portas. Como sempre, são orientações, recomendações e não diretrizes ou determinações, pois o Movimento Espírita se caracteriza pela autonomia das instituições adesas, pautados na liberdade de consciência e livre pensamento, alicerce de nossa Doutrina, porém sempre lembrando que tal liberdade está na relação direta de nossa responsabilidade frente às decisões que tomamos, em particular neste caso, que envolve não apenas os indivíduos, mas a coletividade, seja a comunidade de nossa casa espírita, ou mesmo a sociedade em que estamos inseridos, pois formamos uma rede de cuidado e atenção com toda nossa família social.

Paz nos corações.

AREX – DIRETORIA EXECUTIVA

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